Kadhafi apareceu em Tripoli e prometeu "ganhar esta batalha"
Segundo a televisão, citada pela AFP, Muammar Kadhafi dirigiu-se à multidão, fazendo uma breve alocução.
Kadhafi afirmou que o seu país estava "pronto para a batalha, fosse longa ou curta", assegurando: "Vamos ganhar esta batalha". Acrescentou ainda que "as massas eram as mais fortes defesas antiaéreas". As forças da coligação internacional iniciaram no sábado ataques contra a Líbia para fazer cumprir uma resolução da ONU aprovada na quinta-feira e que prevê a criação de uma zona de exclusão aérea.
Novos confrontos opõem rebeldes e forças fiéis a Kadhafi Violentos confrontos opuseram hoje rebeldes e forças de Kadhafi no oeste da Líbia, quando Obama anuncia uma "redução significativa" dos voos norte-americanos sobre aquele país do norte de África.
Esta tarde, houve tiros da defesa antiaérea antes e depois das distantes explosões ouvidas em Tripoli, reportou um jornalista da AFP. No terreno, as forças governamentais não pararam os bombardeamentos, segundo os rebeldes e testemunhos, apesar do anúncio de um novo cessar-fogo no domingo à noite, feito pelo líder líbio.
Em Yefren, a 130 quilómetros de Tripoli, "as forças de Kadhafi encetaram uma ofensiva mortífera segunda e terça-feira na região. Os combates fizeram pelo menos nove mortos em Yefren e muitos feridos", reportou um habitante.
Na mesma região de Al-Jabal Al-Gharbi, "houve um reverso da situação na noite (de segunda para terça). As forças de Kadhafi, que se mantinham em posição a cerca de 10 quilómetros de Zenten e a partir de onde bombardearam a cidade, foram forçadas a abandonar esta posição, debaixo de fogo dos rebeldes", relatou uma testemunha.
Os rebeldes dizem também que, em Misrata, a terceira cidade do país (a 200 quilómetros da capital), morreram cinco pessoas, quatro crianças, pelas forças pró-Kadhafi. No dia anterior, já 40 pessoas tinham perdido a vida e mais de 300 tinham ficado feridas nos confrontos.
O Presidente norte-americano, Barack Obama, anunciou hoje, em San Salvador, que já houve uma "redução significativa" dos voos dos aviões norte-americanos sobre a Líbia.
É possível constatar "já uma redução significativa dos voos dos aviões norte-americano sobre a Líbia", afirmou, em conferência de imprensa conjunta com o Presidente de San Salvador, Maurício Funes.
Obama acrescentou que os Estados Unidos deverão "em breve" estar em condições de poder declarar que o objetivo da zona de exclusão aérea foi atingido.
Também a Holanda vai contribuir para controlar o embargo das armas com destino à Líbia, com seis aviões de combate F-16, quase 200 soldados, um draga-minas e um avião-tanque, anunciou o Governo holandês.
"Decidimos prestar a nossa contribuição para a aplicação da resolução de 1973 da ONU", afirmou o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, em Haia, à margem de uma reunião do Governo para debater esta questão.
This entry was posted on quarta-feira, 23 de março de 2011 at 05:02. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.
- No comments yet.
