França propõe direcção política da operação na Líbia

Paris - A França propôs uma direcção política da operação militar na Líbia e reuniões com a participação dos países que integram a coligação e os da Liga Árabe, afirmou terça-feira(22) o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé.
A reunião será realizada nos próximos dias em Bruxelas ou Londres, explicou o ministro à Assembleia Nacional francesa, onde insistiu que a operação exclui o uso de tropas em território líbio.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da França informou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) vai dar ajuda à intervenção militar realizada por uma coligação ocidental na Líbia quando os Estados Unidos diminuírem a sua participação.
"Quando os norte-americanos decidirem recuar um pouco, a OTAN poderá entrar para oferecer apoio, isso está relativamente claro", disse a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Christine Faes.
Uma reunião acalorada entre embaixadores da Otan na segunda-feira não conseguiu chegar a um acordo sobre se aliança de 28 nações deveria comandar a operação para garantir uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia sancionada pela ONU.
Forças leais a Muammar Gaddafi atacaram uma cidade próxima a Trípoli nesta terça-feira depois de uma terceira noite de ataques aéreos do Ocidente sobre a capital, mas a campanha militar da coalizão enfrentava questões sobre o futuro de sua estrutura de comando.
O ministro de Relações Exteriores da França, Alain Juppe, sugeriu na segunda-feira que a Otan deveria assumir a liderança na área de planejamento e coordenação, mas a liderança política da missão deveria vir de seus parceiros na coalizão.
Fages disse, no entanto, que a questão sobre quem deveria comandar a aliança não era urgente no momento, pois a liderança de Washington estava funcionando.
"Não temos problema algum em buscar a ajuda (da Otan). O que importa no momento é implementar a resolução da ONU e por enquanto, a liderança dos Estados Unidos está funcionando", afirmou.