O presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, negou a acusação de propina para apoiar a candidatura inglesa à Copa do Mundo de 2018, e afirmou que vai processar o ex-presidente da Associação Inglesa de Futebol David Triesman, que revelou a história.O mandatário da CBF afirmou, por meio de nota, que se reuniu com o Comitê Inglês em 26 de abril de 2010, mas o encontro não contou com a presença de Triesman. "Vale ressaltar que o voto do presidente Ricardo Teixeira, e de todas as confederações da América do Sul, foi declarado com antecedência na candidatura da Espanha/Portugal, o que foi amplamente noticiado na imprensa à época", diz o comunicado, que ainda ironiza os ingleses. "Em virtude desses fatos, o presidente da CBF já está tomando as medidas judiciais cabíveis, com processo contra o senhor David Triesman, pelas absurdas declarações, que na verdade tentam esconder o fracasso na condução da candidatura da Inglaterra, já que só obteve um voto, além daquele, logicamente, dado por ela mesma".
Segundo Triesman, ele se encontrou com Teixeira, que teria dito: "Venha e me diga o que você tem para mim".
OUTROS ACUSADOS
Teixeira não é o único acusado de pedir propina. Outros três presidentes estão na lista do cartola inglês: Jack Warner (Concacaf, da América Central, América do Norte e Caribe), Nicolas Leoz (Conme
bol - a Confederação Sul-Americana) e Worawi Makudi (da Federação da Tailândia) - todos fazem parte do Comitê Executivo da Fifa.
A Conmebol também emitiu nota refutando as declarações de Triesman. Segundo o comunicado, a entidade sempre apoiou a Espanha e Portugal, assim como a CBF. "A Confederação manifestou desde o início o apoio total ao Real Federação Espanhola de Futebol e, consequentemente, à Federação de Futebol Português, em conjunto, para organizar a Copa do Mundo daquele ano, que acabou indo para União de Futebol da Rússia", destacou o comunicado.
O inglês revelou que Leoz teria pedido o título dado aos nobres, personalidades ou cidadãos britânicos por serviços prestados à rainha. Já Wazari quis, segundo Triesman, os direitos de um amistoso entre Tailândia e Inglaterra, enquanto Makudi exigiu cerca de R$ 7,8 milhões.