Avaí 0×2 Vasco – Atuação cruzmaltina beirou a perfeição

O maior mérito da equipe de Ricardo Gomes, agora invicta há 18 partidas, foi a atitude impositiva, ditando o ritmo e buscando o gol desde o início, sem se importar com a pressão da Ressacada lotada.
A sorte ajudou na infelicidade de Revson, que cabeceou para trás fora do alcance de Renan logo aos quatro minutos. Tudo que o Vasco precisava para ganhar confiança. Tudo que o Avaí, com a vantagem do empate sem gols, tentou evitar com postura mais cautelosa e reativa.
O time de Silas ficou catatônico e assistiu ao passeio de um adversário organizado e saturado de personalidade no primeiro tempo. A melhor atuação vascaína na temporada.
Taticamente, o 4-3-1-2 cruzmaltino foi armado para bloquear as descidas do ala esquerdo Juninho com Allan e Eduardo Costa e impedir os cruzamentos William e o trio de zagueiros do 3-4-2-1 do time catarinense nas bolas paradas com Dedé, Anderson Martins e Romulo, de volta ao time atuando mais fixo à frente da defesa.
Ofensivamente, a estratégia era sair com passe certo e triangular pelos lados explorando as costas de Romano, canhoto lateral-esquerdo inexplicavelmente escalado à direita, e Julinho, principal arma ofensiva do time mandante. Diego Souza novamente se posicionou mais à frente, matando a sobra da defesa adversária. Como Acleisson não dava conta de Felipe no meio e o Avaí precisava atacar, Marcinho Guerreiro não pôde recuar para acompanhar o meia-atacante, como fez em São Januário.
Depois de empilhar chances, inclusive um gol feito perdido por Alecsandro em jogada de Éder Luís às costas de Julinho para cima do atrapalhado Révson, o contragolpe preciso passou pela dupla de ataque vascaína e achou Diego Souza, que encobriu Renan com categoria.