Bono Vox lamenta tragédia em Realengo em visita à Dilma Rousseff
Em reunião com a presidente Dilma Rousseff nesta sexta-feira (8), o vocalista da banda U2, Bono Vox, lamentou a tragédia ocorrida no Rio de Janeiro na última quinta-feira, quando um atirador matou 12 crianças em uma escola no Bairro de Realengo.De acordo com a assessoria da Presidência, o cantor se disse “tocado” pelo ocorrido e afirmou que hoje é um dia muito triste para o Brasil.
Bono chegou ao Palácio da Alvorada (casa oficial da presidente) às 12h30. Ele também conversou com Dilma sobre ações de combate à pobreza. O cantor, que tem uma fundação assistencial, disse para a presidente que todo o governo deveria ter um programa voltado para o combate à miséria.
Engajado
Bono, conhecido por seu engajamento político, pediu a audiência com Dilma na semana passada. O U2 desembarca no Brasil para shows em São Paulo nos dias 9, 10 e 13. As apresentações estão com ingressos esgotados.
Esse é o segundo encontro de Dilma com estrelas da música mundial. No dia 17 do mês passado, a cantora colombiana Shakira se reuniu com a presidente e pediu ajuda para a fundação que ela coordena em seu país natal. A entidade, criada por Shakira, cuida de crianças carentes.
Em 2006, quando o U2 esteve pela última vez no Brasil, Bono também se encontrou com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dois conversaram sobre programas de combate à fome e à miséria promovidos pelo governo brasileiro.
Entenda o caso
Por volta das 8h de quinta-feira (7), Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos (a polícia chegou a divulgar que ela tinha 24 anos, mas a idade foi corrigida posteriormente), ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola comemorava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).
Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu uma sala de aula no primeiro andar e outra no segundo, e fez vários disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos, de acordo com levantamento da Secretaria Estadual de Saúde.
Duas adolescentes baleadas, uma delas na cabeça, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra o abdome do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.
Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.
Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Os velórios e os enterros serão realizados a partir desta sexta-feira (8).
A Divisão de Homicídios da Polícia Civil concluiu a perícia na escola no início da noite de quinta-feira. O inspetor Guimarães, responsável pela análise, disse que o assassino deve ter atirado de maneira aleatória contra os alunos. A polícia está investigando se os estudantes que morreram eram do 8º ano de escolaridade (antiga 7ª série). A perícia deve confirmar que as vítimas atingidas estavam sentadas na primeira fileira da sala de aula.
This entry was posted on sexta-feira, 8 de abril de 2011 at 10:00. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.
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